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| (c) Abdul Saboor/Reuters |
Desde meados de Setembro que os media nacionais e internacionais vão dando conta das diversas manifestações de protesto, movimentos de descontentamento e “agitação social” em diferentes países europeus – ver aqui, aqui, aqui ou aqui. Os principais focos foram em França, com as manifestações espontâneas de estudantes de liceus dos arredores de Paris contra as condições deploráveis das escolas públicas, em particular, as das zonas mais desfavorecidas (ver p.ex. aqui), e em Espanha, com uma nova acampada na Puerta del Sol em Madrid, para contestar os preços exorbitantes das casas e as políticas de habitação (ver p.ex. aqui). A dimensão das mobilizações nos dois países foi notável, com um crescendo de adesão por parte de outras regiões e de outros sectores da sociedade. Os protestos estenderam-se depois à Bélgica e, mais recentemente, a Itália, à Albânia e também a Portugal. Em França, Itália, Bélgica, Albânia e Portugal alguns protestos geraram conflitos com a polícia, que exerceu, em vários casos, repressão e violência injustificadas, e houve centenas de detenções. Em França e Itália houve também tumultos e pilhagens, embora tenham ocorrido paralelamente ou após as manifestações em registo pacífico.
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